terça-feira, 17 de outubro de 2017

Para sempre


Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
— mistério profundo —
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

Carlos Drummond de Andrade, in 'Lição de Coisas' 

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Ninguém vive para si


“Porque nenhum de nós vive para si.” — Paulo. (ROMANOS, capítulo 14, versículo 7.)

A árvore que plantas produzirá não somente para a tua fome, mas para socorrer as necessidades de muitos.

A luz que acendes clareará o caminho não apenas para os teus pés, mas igualmente para os viajores que seguem ao teu lado.

Assim como o fio dágua influencia a terra por onde passa, as tuas decisões inspiram as decisões alheias.

Milhares de olhos observam-te os passos, milhares de ouvidos escutam-te a voz e milhares de corações recebem-te os estímulos para o bem ou para o mal.

“Ninguém vive para si... “ — assevera-nos a Divina Mensagem.

Queiramos ou não, é da Lei que nossa existência pertença às existências que nos rodeiam.

Vivemos para nossos familiares, nossos amigos, nossos ideais.

Ainda mesmo o usurário exclusivista, que se julga sem ninguém, está vivendo para o ouro ou para as utilidades que restituirá a outras vidas superiores ou inferiores para as quais a morte lhe arrebatará o tesouro.

Compreendendo semelhante realidade, observa o teu próprio caminho.

Sentindo, pensas.
Pensando, realizas.

E tudo aquilo que constitui tuas obras, através das intenções, das palavras e dos atos, representará influência de tua alma, auxiliando-te a libertação para a glória da luz ou agravando-te o cativeiro para o sofrimento nas sombras.

Vigia, pois, o teu mundo íntimo e faze o bem que puderes, ainda hoje, porqüanto, segundo a sábia conceituação do Apóstolo Paulo, “ninguém vive para si”.

Livro: Fonte Viva
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Se te comparo a um dia de verão
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno.

Às vezes brilha o Sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na terna mutação da natureza.

Mas em ti o verão será eterno,
E a beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno:

Nestas linhas com o tempo crescerás.
E enquanto nesta terra houver um ser,
Meus versos vivos te farão viver.

William Shakespear

domingo, 30 de julho de 2017

"Eu me importo com as estrelas"

Sobre a tragédia desse mês no mundo da música.

Uma música em homenagem à Chris Cornell da banda Audioslave, cantada por Chester, seu melhor amigo, em um show do Linkin Park. Ambos se suicidaram.

Cresci tendo grande admiração pelas letras tão profundas, sensíveis, revoltadas e recheadas dos mais contraditórios sentimentos das bandas em questão, dignos de uma adolescência difícil. Eram letras fortes e exalavam dores, fúrias e amores. De alguma forma acredito que sempre conectei ambos os cantores em minha mente, pois era nítida a relação entre as letras das bandas e foi grande o impacto e também salvação que encontrei nessas letras, das quais, em muitas, pude assemelhar ao que eu sentia na época - extremos de ódio e amor, do mundo, das pessoas e coisas.

Agora, é insano perceber a ligação tão profunda entre eles a ponto de Chester, para além de homenagear Chris com a música que segue, também tirar sua própria vida no dia em que seria o aniversário de Chris, que se foi há dois meses atrás. A ligação é explícita, mesmo que não seja a única razão de Chester, que já passava por depressão.

Que tristeza pude sentir daqui ao ficar sabendo da morte de dois ídolos e de maneira tão lamentável. E mais triste ainda, é imaginar a dor que estavam sentindo para atentarem contra a própria vida, a dor que nunca passou, de canções como Like a Stone e In the End... Que Deus e as melhores vibrações do universo acolham suas almas, e a de todos que não aguentam a dor da própria vida, e melhor que isso, que Deus ajude aos que não encontram mais sentido, para que encontrem esperança, luz e amor e possam se salvar.

Obrigada pela incrível contribuição e sensibilidade que trouxeram à esta terra e particularmente à minha vida, por intermédio da música.

In memoriam.. Chester e Chris.
.
May 


quinta-feira, 20 de julho de 2017

Da série...

"A FORÇA TAREFA PARA TORNAR LULA INELEGÍVEL" 

Poder Judiciário, quem é você? Quanto ganha? A quem e ao que serve? Onde Moro esconde seu ouro?.. Isso não veremos no Globo Repórter. 

Devo dizer, com todas as críticas que faço e tenho à "figura política do momento", mesmo sendo eu, petista, e correndo o risco das mais diversas taxações, mas sim, LULA É PERSEGUIDO POLÍTICO pelos representantes da elite nacional, muito mais pelo o que fez e pode fazer de bom e lícito à população brasileira, do que pelo o que "pode" ter feito de ilícito. A Casa Grande está em apuros tentando dar algum tom moral e ético ao rolo-compressor que passa por cima dos direitos sociais, humanos, trabalhistas e etc. E para isso, é preciso além de promover um circo econômico com argumentos confusos, também querem escrachar tudo o que tenha origem "social", "vermelha", "socialista", "petista". Esta é a bola da vez e a prisão e desmoralização de Lula o tiro final (no peito do trabalhador), para esta elite, que quer enriquecer custe o que custa e jamais pagará as contas que tem com o povo desfavorecido e explorado desde o Brasil Colônia (pra não irmos muito longe) no qual a mesma pisoteou em busca de ambiciosos planos capitalistas, quiça, imperialistas. Agora as cartas estão dadas e em momentos em que cai as máscaras, os véus e as hipocrisias, é que emanam a força dos verdadeiros posicionamentos, pensamentos e objetivos. A luta é agora, é pra ontem e pelo hoje e amanhã.


quarta-feira, 28 de junho de 2017

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Mulher Maravilha ou Mulher Assassina?





"O mais revoltante ainda na história toda, é que Gadot está sendo promovida como a pioneira da luta das mulheres, está sendo promovida como feminista, que luta ao lado dos direitos femininos. Abulhawa ainda lembra que a família de Gal Gadot chegou à Palestina como colonizadores e conquistadores, e como a maioria dos sionistas, seus pais mudaram o sobrenome de Greenstein para Gadot, para se higienizarem, mas isso não altera quem são.

A posição de privilégio de Gadot na vida é escorada na dor, no desespero, roubo e destruição da terra e do povo palestino, onde sua família hoje habita. E mesmo com todo esse histórico, Gadot não tem vergonha e nem desculpas, mas sim orgulho. As discussões sobre o feminismo que ronda este filme deixaram de lado a história da protagonista. Os produtores, a diretora e toda a imprensa omitiram a história da atriz e seus atos violentos de matança desonesta que levou a morte de 547 crianças em menos de dois meses."

É indiscutível a importância de se colocar e se formar protagonistas mulheres e que desempenhe papéis de referências positivas na ficção, e que possam refletir positivamente também, na experiência cotidiana da vida das mulheres da vida real, Porém, que papéis estamos deixando de enxergar que podem estar por trás do discurso feminista que num longa, principalmente sendo este um filme hollywoodiano, pode trazer? Fica a crítica feita pelo partido Causa Operária, da qual compartilho.

A Educação...




"É urgente buscar saídas para a superação das inúmeras desigualdades que afligem o povo brasileiro. Para isto, não basta apenas superar as altas taxas de desemprego que afligem a população, em especial a mais pobre --são necessárias políticas públicas sólidas, políticas de Estado, que superem as discrepâncias que colocam uma grande parcela da população à margem dos direitos. É preciso lembrar que as políticas dos diferentes governos dos últimos anos foram anos foram ancoradas na busca do aumento do consumo da população, especialmente no consumo dos mais pobres."



E sobre a Licenciatura...

Historicamente, há a ideia de que se alguém conhece alguma coisa, se alguém sabe de alguma coisa, facilmente consegue transmitir isso ao outro. E não é verdade, porque profissão de professor não é o mesmo que transmitir conhecimento, tem toda uma complexidade muito maior. Para nós [pedagogos, pesquisadores e teóricos da educação], é claro que não se pode ser professor sem combinar três tipos de conhecimento: saber muito bem o conteúdo que se vai ensinar – isso é central, se não se souber muito bem história, não se pode ensinar história; se não se souber muito bem matemática, não se pode ensinar matemática; ter as bases centrais de tudo o que é da pedagogia, das teorias da aprendizagem, sobre a maneira como as crianças aprendem; e depois, ter um conhecimento da profissão, saber como a profissão funciona na prática, qual é o conhecimento profissional, como se organizar nas escolas, como qualificar o trabalho. Sem esses tipos de conhecimento, é impossível ser professor. E quando se desvaloriza um deles, perde-se a dimensão do que é a formação de professores.

Historicamente, a universidade manifestou uma grande indiferença com relação à educação básica. A universidade nunca se comprometeu com a educação básica, comprometeu-se com outras coisas, como a ciência, com a cultura em determinados momentos, com a saúde, com a medicina, mas não com a educação básica. E, assim, também nunca se comprometeu com a formação de professores da educação básica. Foram formando professores, porque tinham alunos que apareciam e queriam ser professores. Mas isso nunca verdadeiramente esteve dentre as preocupações das universidades, e tem de passar a estar.


(Antonio Nóvoa)


Sobre lutos e vícios...

"Os pesquisadores descobriram que olhar fotografias de parceiros anteriores dos participantes estimulava várias áreas-chave do cérebro dos participantes, mais do que ver fotos de pessoas neutras. As áreas são: a área tegmental ventral no meio do cérebro, que controla a motivação e a recompensa e é conhecida por estar envolvida em sentimentos de amor romântico; o núcleo accumbens e o córtex orbitofrontal/pré-frontal, que estão associados ao desejo e ao vício, especificamente o sistema de recompensa dopaminérgico evidente no vício da cocaína; e o córtex insular e o cingulado anterior, que estão associados à dor física e ao sofrimento."



Isso explica muita coisa.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

12 de junho


Aquela data cretina para muita gente..
Um bom texto para passar esse dia, sem namorado (a).


"Por que a gente acha que estar solteiro é estar sempre à procura de alguém? É muito clichê falar que quando você não está procurando, alguém aparece, mas a questão é que quando você está focado em você, o resto do mundo também foca em você."


domingo, 11 de junho de 2017

Overdose de Clarice

Ela sempre me define...

Às vezes eu tenho vontade ser menos intensa, só pra poder entender como o resto do mundo aguenta essas coisas que me devoram permanentemente e de uma forma tão absurda...

Não suporto meios termos. Por isso, não me doo pela metade. Não sou sua meio amiga nem seu quase amor. Ou sou tudo ou sou nada.

Me definir é muito difícil. Às vezes pareço comum, às vezes singular. Sou bem assim: metamorfose ambulante. Adolescente em crise. Crises. De tudo o que você imaginar. O que mais valorizo no mundo? amigos.Os melhor sentimento? Felicidade. O melhor verbo? amar. Conheço uma parte de uma frase, não sei o autor, mas ela define bem quem sou: viver é tentar ser feliz. É o que faço: vivo. E sim, me considero uma pessoa feliz, apesar de tudo. Depois de uma queda? Levanto e sigo em frente. Já desisti de contar os mil e um foras que dou. Vivo em busca de muitas coisa, mas já possuo a principal delas: a alegria. Uma companhia? Livros. Algo que te alegra? De novo os preciosíssimos amigos. Bom, termino as ridicularidades desta minha descrição breguíssima com uma pergunta minha, e uma resposta fantástica, que se encaixa perfeitamente no meu caso. Quem sou eu? "Eu sou uma pergunta".

Dizem que a vida é para quem sabe viver, mas ninguém nasce pronto. A vida é para quem é corajoso o suficiente para se arriscar e humilde o bastante para aprender.

Eu sou uma eterna apaixonada por palavras, música e pessoas inteiras. Não me importa seu sobrenome, onde você nasceu, quanto carrega no bolso. Pessoas vazias são chatas e me dão sono.

Sou companhia, mas posso ser solidão. Tranquilidade e inconstância, pedra e coração. Sou abraços, sorrisos, ânimo, bom humor, sarcasmo, preguiça e sono. Música alta e silêncio.

Sorrisos e abraços espontâneos me emocionam. Palavras até me conquistam temporariamente. Mas atitudes me ganham para sempre.

Clarice Lispector




quarta-feira, 17 de maio de 2017

terça-feira, 7 de março de 2017

Mas os deuses...


eles sabem que valeu á pena, segurar essa barra..

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Qualquer semelhança com nossos tempos, não é mera coincidência.

"Nesse sentido, o Estado vem atuando, com uma fúria jamais vista, com procedimentos voltados a um verdadeiro desmonte da esfera pública, efetuando a privatização dos mais elementares bens públicos (como saúde e educação), sob o propalado discurso da necessidade de reduzir o déficit público.

A idéia de déficit público é freqüentemente vinculada pelos governos à relação direta com a produção de bens sociais de caráter público e não à presença dos fundos públicos na reprodução do próprio capital. James O'Connor (1973: 78) indica que a "crise fiscal do Estado" está diretamente relacionada à disputa entre os fundos destinados à reprodução do capital e os destinados ao financiamento de serviços sociais públicos. É no interior desse discurso que se fortalece a dicotomia entre "público" e "privado", caracterizando-se por público tudo o que é ineficiente, aberto ao desperdício e à corrupção, e por privado a esfera da eficiência e da qualidade. Oculta-se, também, de forma cuidadosa, o fato de que a precária situação das contas públicas não tem origem apenas no excesso de investimentos em ações de natureza pública, mas também na incapacidade dos governos em ampliar suas fontes via reformas no sistema tributário, controlar as taxas de evasão e sonegação, que ocorrem em larga escala.

No dizer de Atílio Borón (1995: 78), esse "discurso satanizador do público" passa a fortalecer a idéia da crise estrutural do Estado, criando-se uma cultura anti-Estado que cimenta a necessidade de privatizar bens e serviços de natureza pública, apropriados pelas empresas privadas como fonte de novos lucros. É com essa lógica que se fortalecem as relações Estado- sociedade-mercado e criam-se padrões, no âmbito da subjetividade e do consentimento, da necessidade de sacrifício de todos os segmentos de classe para "salvar" a nação. Enquanto nos períodos populistas as classes hegemônicas faziam concessões aos setores populares, nos anos 90 há uma inversão desse processo, na medida em que o Estado, em nome das elites econômicas, impõe sacrifícios às classes populares, as quais consentem em favor da hegemonia burguesa. Reforça-se, assim, uma "cultura política da crise", cuja pretensa verdade é repassada à sociedade e incorporada, principalmente pelas camadas de classe subalternas (mas não só), como única, numa assimilação de concepção de mundo matriz de uma unidade ideológica que congrega toda a sociedade. Reafirma-se, assim, a hegemonia burguesa, na medida em que uma determinada visão de mundo converte-se em senso comum, tornando-se o cimento de um novo bloco histórico."
<http://www.acessa.com/gramsci/?page=visualizar&id=294>

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Adeus companheira


"Quando você comemora a morte de alguém, o primeiro que morreu foi você mesmo." 
(Papa Francisco)


Vá em paz dona Marisa, edificou mais do que uma vida justa e digna em terra, mas participou integralmente da história de milhões de pessoas ao construir um partido e um projeto, travar uma luta e contribuir no estabelecimento de uma realidade mais justa e humana neste país.

Obrigada. Que as forças superiores a recebam e esteja em paz.

R.I.P.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Ah..

... a saudade.

Tem dia que chega a dar falta de ar.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Sem mais


O Afeto é Revolucionário

"Em tempos de descaso, importe-se. Diante de tanto ódio, ame. Depois de uma discussão, abrace. Mande mensagem no dia seguinte. Envie aquela música que te lembra o outro. Chore em algum ombro. Seque as lágrimas chorando de rir. Esteja lá quando te ligarem pedindo ajuda. Dê bom dia no elevador. Faça yoga, mas não se esqueça de cumprimentar o porteiro. Ame. Beije. Importe-se. Sinta.

Em terra de desapego, o afeto é revolucionário. Quem ama, protesta. De uma forma sutil, delicada e poucas vezes reconhecida. Demonstrar é nadar contra a corrente. É preciso força, disposição e, mais do que isso, paciência. Nem sempre vai dar certo e quase nunca irão reconhecer. Por isso, não espere nada em troca. Abandone as expectativas e abra mão do reconhecimento. Faça por você mesmo, faça pelo outro, mas não espere que façam o mesmo por você.

Não desista. Quem foge do padrão, vira alvo. De intolerância, de incompreensão e, sobretudo, de descrédito. Você será o trouxa, o louco, o “fora da casinha”. “Quem, em tempos atuais, ainda acredita? Ainda sonha? Ainda se importa?” Mantenha-se firme. As desilusões serão constantes. E aí, curta a bad quando ela aparecer. Afinal, por mais dolorosa que ela seja, é sinal de que você se afeta pelas coisas e que elas te afetam de algum jeito.

Seja um militante, mesmo que não frequente protestos. Lute pelo direito de se importar. Não precisa fazer barulho para que seja ouvido, no entanto, mesmo em silêncio, ame. Reconheça a nobreza dos pequenos gestos e os inclua em sua rotina. Esqueça as regras e os manuais do que fazer e de como agir. Siga o seu coração, ele lhe indicará o caminho.

O mais importante: não tome esse texto como regra. Se não lhe cabe, não faça. Nada aqui é imposto, pelo contrário, a única imposição é que você seja livre. Para amar, para se importar, para se doar. Livre para ser você, do seu jeitinho esquisito e único. Só lhe peço para continuar, mesmo diante de tanto obstáculo. O afeto é o seu bem mais precioso, então, não desista dele.

Amar não depende de reciprocidade."

(Isabela Nicastro)

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

"Só uma fase"




Na adolescência, a frustração e o desencantamento do mundo são frequentemente observados. Tais sentimentos são prováveis que ocorram aos jovens, em razão de vivermos em uma sociedade demarcada por profundas faltas de oportunidades, resultando numa grande desigualdade de condições e acesso aos meios para o desenvolvimento individual e coletivo. Resta assim, a maior parte da população, dentre ela, os jovens adolescentes a terem de se contentar a “miséria do possível” que se encontra ao seu alcance na dimensão da realidade cotidiana, superficial, empobrecida e limitada por relações estritamente econômicas, pragmáticas e utilitárias, desencadeadas no âmago do sistema capitalista.

M. Gregoracci (trecho Monografia)


domingo, 15 de janeiro de 2017